Você sabe o que é o autismo?

Você sabe o que é o autismo?

Você sabe o que é o autismo?

Grande parte das pessoas já ouviu falar em autismo e, normalmente, associa o transtorno à cena de uma criança ou pessoa isolada num canto balançando o corpo, mexendo as mãos e olhando fixamente para os dedinhos. Mas você sabia que existem várias diferenças e que cada um deles é único? E que esse tipo de estereótipo é capaz de deixar marcas e estigmatizar quem vive e se expressa assim?

Portanto, neste dia 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, é muito importante que realmente tiremos um tempo para refletir sobre o autismo, buscar compreender as diferenças e conhecer o mundo muito particular em que eles vivem.

De forma muito breve, pode-se dizer que o autismo é uma dificuldade social, da comunicação e comportamental. De acordo com o livro ‘Mundo singular: Entenda o Autismo’, de Ana Beatriz Barbosa Silva, Mayra Bonifacio Gaiato e Leandro Thadeu Reveles, “os primeiros sintomas do autismo manifestam-se, necessariamente, antes dos 3 anos de idade. A principal área prejudicada, e a mais evidente, é a da habilidade social. A dificuldade de interpretar os sinais sociais e as intenções dos outros impede que as pessoas com autismo percebam corretamente algumas situações no ambiente em que vivem. A segunda área comprometida é a da comunicação verbal e não verbal. A terceira é a das inadequações comportamentais. Crianças com autismo apresentam repertório de interesses e atividades restritos e repetitivos (como interessar-se somente por trens, carros, dinossauros etc.), têm dificuldade de lidar com o inesperado e demonstram pouca flexibilidade para mudar as rotinas”.

TRATAMENTO

Autismo INSL

“No tratamento de autistas, buscamos levá-los para ‘fora dos muros’, para que as pessoas os vejam como pessoas normais. Nós apenas precisamos olhá-los de uma forma especial, entender o mundo deles e nos adaptar a este mundo”. Ravella Pacheco, terapeuta ocupacional do INSL.

O autismo não é uma doença. Assim como temos diferentes tons de pele, também há diversas forma de pensar e ser. Portanto, não se busca uma cura, mas a melhor forma possível para conviver com suas diferenças, o que poderíamos talvez chamar de neurodiversidade.

Aqui no Instituto Nossa Senhora de Lourdes, temos uma estrutura completa, com profissionais de diversas áreas experientes com o trato do autismo. O atendimento tem início na neurologia, que normalmente encaminha o paciente para a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, na busca por um diagnóstico mais preciso. Quando necessário, atuam também em conjunto com a psicologia e a fisioterapia.

Segundo a terapeuta ocupacional Ravella Pacheco, o principal objetivo do tratamento é dar autonomia e independência aos autistas, melhorando a qualidade de vida deles. “Trabalhamos também as questões motoras, cognitivas e perceptivas, com vistas ao recondicionamento social. Além disso, ajudamos no melhoramento dos níveis de atenção e concentração e desenvolvimento do raciocínio lógico. No entanto, o ponto mais fundamental é a integração dos pais e professores, e também da sociedade, nesse processo de evolução. O que nós profissionais fazemos significa 50% do caminho para um bom resultado, mas se não houver continuidade em outros ambientes, não será eficaz”, observou Ravella.

Para Patricia Gouveia, psicóloga do INSL, cada vez mais os pais dos autistas estão em busca de recursos e conhecimento sobre os filhos. “É muito gratificante poder cooperar neste processo. Cada dia é uma grande descoberta. Juntamente com o lúdico, tentamos acessar o mundo deles e, quando acontece essa permissão, eles interagem e percebemos como vibram a cada olhar, a cada toque. E essa interação é o que possibilita as descobertas e o crescimento, seja ele cognitivo e ou emocional”, finalizou.

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