Hidroterapia: a reabilitação na água

Hidroterapia: a reabilitação na água

Hidroterapia: a reabilitação na água

Também conhecida como fisioterapia aquática, muita gente confunde a hidroterapia com a hidroginástica, uma vez que ambas têm em comum a realização na água. No entanto, a hidroginástica se caracteriza por uma sequência de exercícios rítmicos executados numa intensidade moderada e de forma ininterrupta; já a hidroterapia consiste em exercícios terapêuticos mais lentos, normalmente realizados em uma piscina aberta com água aquecida, com o objetivo de auxiliar na reabilitação física e motora de pacientes lesionados.

As sessões são sempre acompanhadas por um profissional de fisioterapia e podem ser aplicadas a um público diversificado, incluindo crianças, gestantes e idosos, sendo a hidroterapia muito utilizada em tratamentos de pessoas com microcefalia, paralisia cerebral, hidrocefalia, traumatismo crânioencefálico (TCE), sequelas de meningite, poliomielite, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), atraso no desenvolvimento motor, Parkinson, Alzheimer ou que sofreram um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Calimério Neto, fisioterapeuta do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes, relatou que a água ajuda o paciente a realizar os exercícios mais facilmente que no solo. “A hidroterapia é considerada completa, pois, devido a ser de baixo impacto e sem sobrecarga, faz com que a estrutura seja mais rapidamente reabilitada. Por meio dela, podem ser trabalhados alongamento, força e até mesmo a parte cardiovascular. Outra vantagem é que pessoas com dores nas articulações, por exemplo, são capazes de melhor executar os exercícios na água por causa da redução do peso, podendo mover os membros sem dor e com um menor esforço”, explicou.

Ainda de acordo com Neto, todo o tratamento com a hidroterapia é precedido por uma avaliação criteriosa e segue à risca as orientações médicas, não existindo exercícios específicos que funcionem para todos. “Não há uma receita de bolo para saber qual a melhor técnica para cada paciente, por isso, aplicamos diversos procedimentos em uma única sessão, alcançando um resultado melhor”, ressaltou o fisioterapeuta.

Em muitos casos, a hidroterapia assume um papel preponderante no processo de reabilitação física e intelectual. “Temos diversos casos de sucesso aqui no CRNSL. Só para citar um exemplo, tivemos como paciente uma senhora de 70 anos que estava com uma fratura no fêmur decorrente de uma queda e 30 dias de pós-operatório. Quando chegou, se queixava de muitas dores e dificuldade para andar, inclusive, caminhava com um auxílio de um andador. No entanto, depois de apenas 30 sessões ela já recebeu alta, um tempo muito curto para a idade dela”, conta.

No entanto, para que seja realmente efetiva, a prática da hidroterapia deve ser acompanhada por uma sequência de exercícios de forma contínua e progressiva. “Essa é uma das grandes dificuldades que temos, pois o paciente nem sempre atende as orientações que o fisioterapeuta passa para serem realizadas em casa, como uma série de exercícios que devem ser feitos fora da piscina e rotineiramente em seu ambiente familiar para auxiliar no tratamento”, finalizou o fisioterapeuta do CRNSL.

BENEFÍCIOS GERAIS DA HIDROTERAPIA

  • Alívio de dores musculares ou articulares;
  • Fortalecimento dos músculos;
  • Promoção do relaxamento muscular;
  • Melhora do equilíbrio e coordenação motora;
  • Aumento da amplitudes das articulações;
  • Diminuição de distúrbios do sono;
  • Melhora do sistema cardiorrespiratório;
  • Redução do estresse e ansiedade.

INDICAÇÕES DA HIDROTERAPIA

  • Após fraturas ou cirurgias ortopédicas: auxilia no tratamento e na recuperação dos movimentos.
  • Gestantes: devem ser encaminhadas pelo médico obstetra para melhorar a circulação do sangue, reduzir o inchaço das pernas e diminuir a dor nas costas, nos pés e nos joelhos, por exemplo.
  • Obesidade: a água pode atuar sobre os gânglios linfáticos, massageando-os e realizando verdadeira drenagem linfática natural, o que poderá levar a uma possível perda de líquido e uma consequente redução de volume das partes corporais.
  • Artrose e artrites: a modalidade contribui para aliviar a dor, melhorar a funcionalidade dos movimentos e a qualidade de vida do paciente.
  • Problemas ortopédicos: pessoas com hérnia de disco, disfunções da coluna em geral, entorses, próteses e fraturas podem ganhar mais amplitude nos movimentos com a hidroterapia. O mesmo vale para sequelas de queimadura que dificultam a locomoção.
  • Mal de Parkinson: embora não tenha a capacidade de curar ou combater o aumento progressivo da doença, a técnica mantém o movimento, impedindo que o quadro motor do paciente se agrave.
  • Atletas que sofreram lesões: com a hidroterapia, garantem uma melhora considerável das funções e da mobilidade, em ritmo acelerado, durante o processo de cicatrização.
RESTRIÇÕES
A fisioterapia aquática não deixa de ser uma atividade física
e desse modo, apresenta algumas restrições, como no caso de
pacientes com problemas de pele, nas unhas ou qualquer tipo
de ferida aberta, pois além da água prejudicar o quadro, o
ambiente de tratamento (a piscina) é de uso comum, 
sujeitando outros pacientes ao risco de contaminação.

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