O acidente vascular cerebral e a atuação da fonoaudiologia na reabilitação da fala e da linguagem

O acidente vascular cerebral e a atuação da fonoaudiologia na reabilitação da fala e da linguagem

O acidente vascular cerebral e a atuação da fonoaudiologia na reabilitação da fala e da linguagem

Um Acidente Vascular Cerebral (AVC), mais conhecido por todos como derrame, pode ser classificado como isquêmico, quando o sangue é impossibilitado de passar para determinada área do cérebro, ou hemorrágico, quando ocorre um extravasamento sanguíneo. Em decorrência disso, algumas partes cerebrais podem ser lesionadas e, portanto, o paciente pode ter várias funções alteradas, passando a apresentar dificuldades para caminhar, manter o equilíbrio ou movimentar os braços, por exemplo.

Outras alterações também podem incluir a incapacidade de comer ou beber adequadamente (disfagia) e dificuldades para se comunicar com as pessoas (afasia). Nestes casos, é necessário o tratamento por meio da fonoaudiologia, podendo a reabilitação ser multidisciplinar, com especialidades como fisioterapia, terapia ocupacional e psicologia incluídas, uma vez que as desordens neurofisiológicas podem vir acompanhadas de alterações motoras, intelectuais, emocionais e comportamentais.

A atuação da fonoaudiologia na reabilitação da fala e da linguagem

Segundo o fonoaudiólogo do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNL) de Palmas (TO) Aécio Bruno, o trabalho de reabilitação deve iniciar tão logo o diagnóstico médico seja dado, com orientações à família, avaliação do paciente, acompanhamento da evolução do quadro clínico e fazendo as modificações terapêuticas necessárias à medida que ocorram alterações das manifestações de fala, linguagem e deglutição. “Quanto mais próximo o fonoaudiólogo estiver do paciente, melhor será a condução de sua reabilitação”, explica.

Para ele é fundamental que os pacientes acometidos tenham um tratamento que busque a reinserção do indivíduo na sociedade, valorizando a humanização pela vida e o respeito mútuo, proporcionando melhoria na qualidade de vida. “Todos os exercícios utilizados nas sessões têm como base o estímulo da linguagem oral/escrita e da motricidade do paciente, buscando o restabelecimento e a melhora da comunicação e proporcionando ao paciente a capacidade de se expressar e ser compreendido por todos”, destaca.

Quanto ao prazo para recuperação, de acordo com Aécio Bruno, cada paciente apresenta um tempo de resposta próprio ao tratamento e tudo depende do grau e da extensão da lesão . “Embora a pessoa possa apresentar algumas diferenças físicas ou psicológicas devido às sequelas da doença, o importante é não olhar para ela com sentimento de pena. É importante trabalharmos não pensando na cura total de uma sequela, mas sim numa reabilitação que possibilite ao paciente que ele seja independente para realizar suas atividades diárias”, pontua.

O fonoaudiólogo do CRNSL lembra ainda que com a intervenção terapêutica, mesmo que a recuperação não seja de 100%, é possível que o paciente fique cada vez mais próximo da ‘normalidade’. “Posso citar como exemplo uma senhora que foi encaminhada para nós com sequelas na fala em decorrência de um AVC e que comprometeu metade do seu cérebro. Ela chegou aqui sem pronunciar palavras ou apenas repetindo as que eram faladas nas primeiras sessões. Porém, hoje em dia, com pouco mais de um ano de terapia, a paciente já consegue se comunicar com pequenas frases e isso a ajudou a ter uma melhor qualidade de vida”, relata.

Para a prevenção do AVC, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares recomenda:

  1. Faça exames e conheça os fatores de risco, como a hipertensão arterial, o diabetes e o colesterol alto.
  2. Seja fisicamente ativo.
  3. Evite a obesidade.
  4. Limite o consumo de álcool.
  5. Corte o fumo do cigarro.

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