Especialista do CRNSL fala sobre a fisioterapia em ortopedia, traumatologia e reumatologia

Especialista do CRNSL fala sobre a fisioterapia em ortopedia, traumatologia e reumatologia

Especialista do CRNSL fala sobre a fisioterapia em ortopedia, traumatologia e reumatologia

A fisioterapia tem como principal intuito o de investigar, prevenir e reabilitar uma grande diversidade de patologias e disfunções que interferem e prejudicam a performance dos movimentos do corpo, tratando problemas ósseos, articulares e patologias crônico-degenerativas, por exemplo.

Uma de suas áreas mais importantes é a que atua em ortopedia, traumatologia e reumatologia, a qual cuida de muitas doenças que causam, além de incapacidade física, grande perda de qualidade de vida. As mais comuns são as ligamentares, a hérnia de disco, a osteoartrose, a tendinite e o reumatismo. A especialidade também é muito útil para pacientes em pós-operatório de uma cirurgia ortopédica e também aqueles com alterações posturais.

O primeiro passo

Antes de iniciar um tratamento em Fiosioterapia na área de Ortopedia, Traumatologia e Reumatologia, é importante que o paciente faça uma visita a um médico especialista, como o ortopedista, para que este possa encaminhá-lo ao fisioterapeuta com seu histórico, diagnóstico e especificidades da patologia. Só assim a o tratamento poderá ser traçado e melhor aplicado.

Uma vez encaminhado pelo médico, o fisioterapeuta pode realizar uma avaliação completa do paciente para entender melhor seu quadro clínico, determinar a melhor técnica e os recursos que deverão ser utilizados de acordo com as necessidades de cada um.

Diversos especialistas explicam que, quando há a necessidade do tratamento fisioterápico, é essencial o atendimento precoce, pois, além da melhora na qualidade de vida, a rápida intervenção do fisioterapeuta favorece uma recuperação mais rápida e também pode prevenir possíveis sequelas.

De acordo com o fisioterapeuta Calimério Neto, especialista em Fisioterapia Traumato-Ortopédica do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes, antes de qualquer coisa, é importante que o paciente esteja sempre ciente de que a reabilitação é um processo diário. “O tratamento envolve intervenção diária e passa por várias etapas. Por isso, há a importância da orientação a todos os pacientes para que aprendam a ter autocontrole e trabalhemos dentro das limitações impostas pela condição clínica”, pontua.

Equipe Multidisciplinar

Para Neto, outro fator relevante em casos de reabilitação é o tratamento multidisciplinar, com uma equipe integralizada e constituída, por exemplo, por reumatologista, clínico geral, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, fonoaudiólogo, dermatologista, profissionais especializados em órteses e próteses, psicólogo, equipe de enfermagem, entre outros.

“O trabalho em equipe é essencial pois pode proporcionar o aperfeiçoamento do tratamento do paciente, oferecer efetiva orientação, aumentar a comunicação e gerar resultados mais satisfatórios com a discussão interdisciplinar das melhores condições clínicas e terapêuticas”, explica.

Ainda de acordo com o fisioterapeuta do CRNSL, uma vez escolhido o plano terapêutico, é importante a detecção das expectativas do indivíduo em relação à realização das atividades e dos exercícios propostos.

“É preciso estabelecer objetivos reais, simples e atingíveis (que tenham uma graduação, ou seja, aumentem de forma progressiva dos leves aos mais exigentes) para que os pacientes não percam a motivação. Assim, eles percebem melhor a evolução do tratamento, dando a real importância da realização de cada exercício (que deve ser instruído da melhor forma possível)”, ressalta.

Por fim, Calimério Neto conclui que é sempre muito importante estar atento às respostas do paciente quanto à intensidade, ao número de repetições e à resistência física exigida pelas atividades do plano de tratamento. “Muitas vezes acontece de o indivíduo se mostrar bem tolerante a uma atividade, porém, após sua realização ‘exagerada’, a dor se manifesta. É preciso estar atento. Por isso a importância do acompanhamento profissional”, finaliza.

 

 

 

 

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