Você sabia que estresse não é só coisa de adultos? Veja como identificar, tratar e prevenir o problema em crianças

Você sabia que estresse não é só coisa de adultos? Veja como identificar, tratar e prevenir o problema em crianças

Você sabia que estresse não é só coisa de adultos? Veja como identificar, tratar e prevenir o problema em crianças

Um número cada vez maior de pais andam cobrando muito de seus filhos. São crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem uma agenda extensa de compromissos que se estendem ao longo do dia, como aulas de reforço, natação, tênis, futebol, inglês, equitação e tantas outras atividades.

No entanto, especialistas alertam que expor a criança a um número excessivo de tarefas, com o objetivo de torná-la um adulto preparado para a competitividade da sociedade e o futuro que a espera, pode desencadear vários problemas emocionais, dentre eles, o pouco discutido estresse infantil.

O que isso significa?

O estresse é uma reação do organismo a situações muito difíceis ou excitantes. E, ao contrário do que uma grande parcela das pessoas acredita, ele pode sim ocorrer em pessoas de qualquer idade, independentemente do sexo.

Os sintomas variam entre físicos e psicológicos, mas podem ser facilmente confundidos pelos pais com a birra e a malcriação. Isso geralmente ocorre porque a família não consegue enxergar o problema psicológico e a criança não  sabe explicar claramente o que está sentindo.

Quando não tratada, a doença pode afetar o sistema imunológico e fazer com que ocorra uma redução da resistência da criança, tornando-a vulnerável a infecções e doenças contagiosas. Além disso, faz com que no futuro ela esteja mais suscetível a patologias como úlceras, asma, diabetes, problemas dermatológicos, alergias, bronquite e obesidade.

Por isso, cabe aos pais, observarem os sintomas como:

  • Medo ou choro excessivo;
  • Terror noturno e pesadelos;
  • Agressividade e hiperatividade;
  • Desobediência e impaciência;
  • Insegurança;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Náusea;
  • Fazer xixi na cama;
  • Tensão muscular;
  • Falta de apetite.

Diagnóstico e tratamento

É importante ressaltar que nenhum dos sintomas acima pode ser interpretado isoladamente como sinal de estresse. Buscar a ajuda profissional, como a de um psicoterapeuta, para uma avaliação geral é fundamental. E, quanto antes esse apoio é buscado, melhor, pois o prolongamento do problema pode levar a problemas de adaptação da criança com a família, na escola e em todas as relações interpessoais. Além disso, caso ela não comece a aprender, já na infância, a lidar com a tensão, pode se tornar adulto vulnerável a muitas situações de estresse.

Após verificar os sintomas da criança, o profissional da saúde buscará descobrir qual é a fonte da causa do estresse excessivo e, após isso, em parceria com a família tentará ensinar estratégias de enfrentamento para os pequenos por meio de atividades e da psicoterapia.

Como  os pais podem ajudar em casa:

1. Identifique o que pode estar estressando a criança para depois ajudá-la.

2. Busque ouvi-la, sem críticas constantes ou lições de moral.

3. Não a pressione. Apresente para ela uma realidade menos ameaçadora.

4. Realize brincadeiras para que a criança fique mais relaxada e descontraída.

5. Não faça muitas cobranças! Deixe que a criança trabalhe no seu próprio ritmo.

6. Não a proteja demais para que ela mesma desenvolva imunidade ao estresse.

7. Tente envolvê-la em atividades físicas que  não sejam competitivas e que possam ajudá-la a jogar para fora sua angústia e raiva.

8. Ensine alguma técnica de relaxamento que ela possa praticar todos os dias, como o relaxamento pela respiração.

9. Faça na sua casa uma alimentação rica em frutas, legumes e sucos.

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