CRNSL destaca a importância dos trabalhos manuais para a qualidade de vida dos pacientes

CRNSL destaca a importância dos trabalhos manuais para a qualidade de vida dos pacientes

CRNSL destaca a importância dos trabalhos manuais para a qualidade de vida dos pacientes

Manter a mente ativa e o corpo em atividade, o maior tempo possível, é o segredo para uma vida mais feliz. Isso é o que sugere um estudo publicado por cientistas norte-americanos na revista Psychological Science no ano passado. No entanto, manter uma rotina ocupada não é uma tarefa fácil, uma vez que o ser humano tem uma tendência natural de se render à preguiça.

Por isso, o apoio e o incentivo constante é muito importante, especialmente quando uma pessoa tem uma doença crônica (que não se resolve num curto prazo), a qual traz limitações e dificuldades ao dia a dia. Em destaque, podemos citar pacientes idosos em tratamentos de saúde contínuos contra problemas como Alzheimer, Parkinson, depressão, demências, entre outras.

Pensando nisso, o Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNSL) oferece atividades de vida diária por meio da especialidade de Terapia Ocupacional. Tais procedimentos costumam ser realizados em grupo com a orientação do terapeuta ocupacional, o qual trabalha, tanto de forma preventiva quanto paliativa, no planejamento e organização da rotina dos pacientes, com atividades que desenvolvem, tratam e recuperam pessoas que apresentam qualquer prejuízo na realização de tarefas relacionadas ao autocuidado e/ou interação social, possibilitando mais qualidade de vida e bem-estar.

Pequenas atividades, grandes diferenças

No CRNSL, uma das ações realizadas é a chamada “Oficina Terapêutica”, que acontece em grupos de quatro pacientes, uma vez por semana, para um momento de interação e ocupação com a prática da costura, recorte de retalhos para tapetes, tricô, crochê, bordados, confecção de bonecos de pano, pintura em tela ou tecido, arte com cerâmica, entre outros tipos de trabalhos manuais que estimulam o cérebro e a coordenação motora.

 

Tudo acontece com a calma necessária e de acordo com o tempo demandado para cada paciente, frente às suas características e dificuldades, afinal é um momento para se expressar e se mexer, exercitar a mente e a concentração; não para se sentir pressionado e tenso.

A terapeuta ocupacional do CRNSL, Talita Nascimento, explica que a oficina, além de ajudar no tratamento, também pode ser útil para a prevenir e até evitar o agravamento de perdas ou reduções ainda maiores de memória e coordenação motora. “Nesses momentos, o paciente é estimulado a ser criativo, solucionar problemas, dar ideias, além de ser ouvido e sentir que é levado em consideração, o que gera também mais autoestima, fundamental para o indivíduo lidar com os desafios enfrentados.

“O paciente que faz trabalhos manuais, como costura, bordado e pintura, se sente útil, o que é vital para quem tem doenças como o Alzheimer. A socialização que a atividade em grupo propõe também é importante e ajuda no tratamento”, explica Talita.

É o que comprova dona Maria Genesi, diagnosticada com o Mal de Alzheimer e atendida pela Terapia Ocupacional e Fisioterapia do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes. Para ela, o simples ato de cortar um tecido é uma conquista pessoal.

Na oficina, a paciente já demonstra bom nível de concentração e capacidade para realizar atividades laborais, apesar dos tremores. “Nós vamos fazer um tapete muito bonito”, falou dona Genesi, muito animada.Salvar

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