Conheça o projeto de Comunicação Alternativa desenvolvido pelo Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes

Conheça o projeto de Comunicação Alternativa desenvolvido pelo Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes

Conheça o projeto de Comunicação Alternativa desenvolvido pelo Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes

Buscando novas formas de desenvolver e aprimorar a comunicação dos pacientes com autismo, a fonoaudiologia do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNSL) está desenvolvendo um projeto de Comunicação Alternativa baseado no sistema PECS (Comunicação por Troca de Figuras).

Como funciona? O PECS utiliza desenhos simples e claros, de fácil reconhecimento, e que são adequados para usuários de qualquer idade para que a se comunicar funcionalmente e aumentem a habilidade e a independência.

Como exemplo, podemos citar o caso do paciente Flávio Diniz, que faz fonoaudiologia no CRNSL para desenvolver a a fala. “No entanto, ao longo do tempo, foi constatado que a abordagem fonoaudiológica tradicional, devido ao alto grau de autismo e outros problemas motores, não tem gerado resultados satisfatórios. Por isso, resolvemos aderir ao uso da comunicação alternativa”, explicou Aécio Bruno, fonoaudiólogo do CRNSL.

Todo o plano de tratamento com o PECS foi pensado e planejado juntamente com a mãe o paciente. “Nas sessões iremos ensinar o básico para que ele entenda que as figuras são uma linguagem que poderá utilizar no dia a dia. Em casa, o reforço da família é importantíssimo, por isso, tudo é desenvolvido em conjunto com a família”, destacou.

A pastinha do Theo, filho de Andréa Werner Bonoli, autora do blog Lagarta Vira Pupa

SAIBA MAIS

Comunicação alternativa é uma área da pesquisa e da prática clínica e educacional que se propõe a compensar a incapacidade ou deficiência do indivíduo com dificuldades na comunicação. Ela tem como objetivo tornar o paciente o mais independente e competente possível em situações comunicativas, podendo assim ampliar ainda mais o seu repertório e sua capacidade de interação com outras pessoas, seja na escola, na comunidade em geral e outros ambientes sociais.

Como citado anteriormente, o sistema PECS tem sido bem sucedido com indivíduos que possuem graus de comunicação, dificuldades cognitivas e físicas variadas, especialmente para pessoas com autismo. Alguns pacientes usando PECS desenvolvem a fala. Outros podem fazer transição para um sistema de saída de voz. Os pesquisadores de apoio a eficácia do PECS continuam a se expandir, com pesquisas em países de todo o mundo.

AS SEIS FASES DO PECS

I. Como se comunicar
Os pacientes aprendem a trocar uma única figura para itens ou atividades que eles realmente querem.

II. Distância e Persistência
Ainda usando uma única figura, aprendem a generalizar esta nova habilidade e usá-la em lugares diferentes, com pessoas distintas e usando distâncias variadas. Eles aprendem a ser comunicadores persistentes.

III. Discriminação de figuras
Aprendem a escolher entre duas ou mais figuras para pedir seus itens favoritos. Figuras são colocadas em uma pasta de comunicação de onde podem ser facilmente removidas para a comunicação.

IV. Estrutura de sentença
Os pacientes aprendem a construir frases simples em uma tira de sentença usando um ícone “Eu quero” seguido por uma figura do item que está sendo solicitado. Com o tempo, descobrem também como expandir suas sentenças, adicionando adjetivos, verbos e preposições.

V. Respondendo a perguntas
Por meio do PECS, já começam a responder perguntas como “O que você quer?”.

VI. Comentando
Na última fase, aprendem a comentar em resposta a perguntas como: “O que você vê?”, “O que você ouve?” e “O que é isso?”, começando a compor sentenças começando com “Eu vejo”, “Eu ouço”, “Eu sinto”, “É um”, etc.

Fonte: PECS Brazil

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