Terapeuta Ocupacional do CRNSL fala sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento infantil

Terapeuta Ocupacional do CRNSL fala sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento infantil

Terapeuta Ocupacional do CRNSL fala sobre a importância do ato de brincar para o desenvolvimento infantil

Quando se pensa no cuidado da criança com algum problema físico ou intelectual, é preciso ampliar a mente e não se limitar apenas às tradicionais intervenções médicas e terapêuticas, com o uso de medicamentos e técnicas de reabilitação.

Uma das formas mais simples de favorecer o desenvolvimento de qualquer criança, em relação a capacidades motoras, cognitivas e sociais, situa-se no ato de brincar. E quando falamos em brincar, sim, estamos falando de brincadeiras que vão desde o antigo pique-esconde até o moderno vídeo-game, passando também pelo velho “fazer de conta”, entre outras tantas que conhecemos.

Para falar mais sobre o assunto, entrevistamos a nova integrante da equipe clínica do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNSL), Renata Cristina do Amaral Vieira, que é graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade da Amazônia e possui Pós-Graduação em Psicomotricidade Clínica e Relacional, além da especialização em Educação Especial com Ênfase no Autismo. Confira:

CRNSL – Qual a importância de brincar na infância?
Renata Vieira –
O ato de brincar é uma das formas mais naturais e divertidas de se formar conhecimento, pois é através dele que as crianças aprendem a experimentar o mundo, as possibilidades, as relações sociais, a autonomia, a organizar suas emoções, a desenvolver habilidades motoras e também a linguagem, por exemplo.

O que a falta do brincar pode ocasionar?
O brincar deve estar presente no cotidiano de toda e qualquer criança, pois sua ausência pode ocasionar incapacidades que prejudicam o desenvolvimento infantil, como pouca criatividade e imaginação, falta de autonomia e independência, dificuldade de se relacionar com as pessoas, imaturidade no desenvolvimento emocional e sensoriomotor, entre outras.

Como o profissional de Terapia Ocupacional utiliza o brincar como recurso terapêutico?
Brincadeiras são muito utilizadas na prática clínica da terapia ocupacional, considerando-se que é a principal ocupação da infância e permeia todo o seu cotidiano. É através do brincar que o profissional avalia e constrói seu plano de intervenção, buscando promover qualidade de vida e autonomia à criança.

Que tipos de pacientes mais se beneficiam de sessões mais lúdicas?
Crianças que recebem pouca estimulação em casa, por “falta de tempo” dos pais ou responsáveis, ou que possuem limitações físicas, cognitivas, motoras, comportamentais e/ou genéticas que as impossibilitem de brincar precisam ser avaliadas pelo Terapeuta Ocupacional para que este estimule e oriente a família a ajudar no processo de desenvolvimento utilizando brincadeiras e jogos.

Falando nisso, em casa, como os pais podem brincar com seus filhos para desenvolverem melhor suas capacidades?
A participação dos pais nas brincadeiras dos filhos é muito importante para o desenvolvimento das crianças, principalmente para o estabelecimento de vínculos emocionais e de autoconfiança. Não pense que seu filho só estará brincando se tiver ao seu alcance um brinquedo caro ou o acesso à tecnologia. Muito pelo contrário, simples brincadeiras, como faz de conta, brincar de bola, ler histórias, desenhar, dançar, mímicas, amarelinha, entre outras, são fáceis, divertidas e já fazem a diferença. Com ou sem espaço, faça chuva ou faça sol e com um pouquinho de organização, é possível passar momentos gostosos com seus filhos e que ficarão guardados na memória.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *