Hoje é Dia do Assistente Social e conversamos com nossa profissional Gisele Regina Carvalho

Hoje é Dia do Assistente Social e conversamos com nossa profissional Gisele Regina Carvalho

Hoje é Dia do Assistente Social e conversamos com nossa profissional Gisele Regina Carvalho

Comemorado hoje, 15 de maio, o Dia do Assistente Social tem como objetivo dar visibilidade à profissão, que visa atuar diretamente nas políticas sociais com o compromisso de defender e garantir os direitos da população, e a suas bandeiras de luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

É uma carreira de cunho assistencial, voltada para à promoção do bem-estar físico, psicológico e social e que, portanto, não poderia fazer falta em nossa instituição, cuja missão é “prestar serviços integrados de saúde e assistência social a pessoas em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a sustentabilidade de uma sociedade mais justa e solidária”.

Por isso, é com muita alegria e felicidade que, nesta data muito especial, conversamos com Gisele Regina Carvalho, assistente social do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNSL).

Gisele, como você definiria o Serviço Social e o trabalho como Assistente Social?
O trabalho profissional do assistente social se concretiza no campo das políticas sociais oferecidas pelo Estado e também pelas possibilidades que cada uma delas oferece para a ampliação do acesso aos direitos sociais. Sendo assim, o serviço social se define por buscar o bem-estar do coletivo e a integração dos indivíduos em sociedade.

Como foi a escolha da sua profissão? O que a motivou a ser assistente social e quais as suas áreas de especialização?
Na verdade, minha primeira escolha foi o curso de Psicologia, porém, por falta de recursos financeiros para pagar a graduação, optei pelo Serviço Social, porque, de alguma maneira, estaria em contato com pessoas. No início, eu não conhecia muito o curso, mas no decorrer dos períodos, fui me apaixonando pelo seu propósito e comecei a vê-lo como uma oportunidade de ser uma agente transformadora da sociedade, pois, como assistente social, atenderia pessoas que possuem direitos mas não os conhecem, ou pelo menos não sabiam como fazê-los valer. E o papel do assistente social é ser a ponte para que isso aconteça. Sou formada desde 2008 e especializada em Políticas Públicas e Elaboração e Gerenciamento de Projetos.

Quais são as principais atividades do assistente social e o seu público-alvo?
O assistente social tem diversas atividades, mas seu principal trabalho é desenvolver ações, programas e projetos que, de alguma maneira, promovam a melhoria de vida da população menos favorecida. A partir dessa premissa, o trabalho é feito por meio de visitas domiciliares, estudos socioeconômicos, entrevistas sociais, entre outras ferramentas. O profissional também tem competência para elaborar, implementar, assessorar, coordenar e executar políticas sociais públicas, privadas e filantrópicas, realizar vistorias, perícias técnicas, laudos e pareceres sociais, bem como prestar orientação social a indivíduos, grupos e a população em geral.

O público-alvo é bem variado e depende de onde o assistente social está inserido e qual sua missão ali. Por exemplo, existem profissionais dentro de empresas atuando junto ao RH para trabalhar junto aos trabalhadores e suas famílias; outrora, em ONGs ou órgãos públicos para atuar com a sociedade em geral, principalmente, os menos favorecidos. No judiciário, atua como suporte do juiz. embasando-lhe sobre a vida social do indivíduo, para a tomada de decisão.

Quais os principais desafios de sua profissão?
Penso como bem descreve a escritora e pesquisadora na área de Serviço Social Marilda Iamamoto (1999), que “um dos maiores desafios que o assistente social vive no presente é desenvolver sua capacidade de decifrar a realidade e construir propostas de trabalho criativas e capazes de preservar, efetivar direitos, a partir de demandas emergentes no cotidiano”. Portanto, eu acredito que nosso desafio é ser capaz de desenvolver uma prática profissional voltada para peculiaridades da realidade em que trabalhamos, porque muitas vezes atuamos na subjetividade do cidadão, e não com imediatismo do tipo: “eu tenho fome, me dê comida”. Ou seja, atuamos no porquê de o cidadão estar naquela situação e como podemos ajudar a promovê-lo dela, não só alimentar, porque uma hora a comida acaba. Nosso desafio é propositivo.

Você pode nos contar uma história de algo que aconteceu ao longo da sua profissão, que mais a motivou, comoveu e/ou inspirou?
No início da minha profissão, fiz um trabalho com jovens de um determinado assentamento do interior do Tocantins. Lá havia muitos adolescentes que estavam caminhando para o mundo das drogas e também adolescentes grávidas ou até mesmo já no segundo filho. Aquela situação mexeu muito comigo e vi que precisava de um trabalho social urgente com metodologia participativa. Percebi que nem sempre basta querer para sair da situação de vulnerabilidade, mas que aqueles jovens precisavam de oportunidades para saírem, pois vontade e sonhos de uma vida melhor eles tinham. Mas por falta de oportunidades se preenchiam com o que tinham disponível.

Como é o seu trabalho no Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes e que diferenciais você enxerga na nossa instituição?
O trabalho no CRNSL vai além da captação de pessoas em vulnerabilidade social para atendimento em saúde, identificando as dificuldades de cada paciente, bem como de sua família, para que possamos atuar de maneira significativa e eficaz, fortalecendo o trabalho multiprofissional e em rede, para que possam ter a inclusão social necessária para sua promoção de vida.

O que diria aos jovens que estão pensando em seguir a sua carreira?
Eu diria: escolha se estiver pronto para viver grandes emoções. Não é uma profissão simples e não garante status, mas vale a pena quando vemos famílias protagonizando suas histórias, e não apenas como coadjuvantes na sociedade.

Quais as suas perspectivas e seus anseios para a sua profissão futuramente?
Desejo mais reconhecimento da importância da profissão na sociedade, pois ainda existem muito campos para se atuar.

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