Presidente do INSL marca presença em Audiência Pública sobre o abastecimento de água em Palmas

Presidente do INSL marca presença em  Audiência Pública sobre o abastecimento de água em Palmas

Presidente do INSL marca presença em Audiência Pública sobre o abastecimento de água em Palmas

A presidente do Instituto Nossa Senhora de Lourdes (INSL) Ir. Maria Eugênia Ribeiro Silveira participou nesta quinta-feira (15) de uma audiência pública proposta pelo vereador Junior Geo, na Câmara Municipal de Palmas, que discutiu o abastecimento de água na Capital.

Além da população palmense, principal interessada, e seus vereadores, estiveram presentes também representantes de entidades não governamentais, órgãos públicos, associações e comitês ligados à preservação da água e do meio ambiente.

Na ocasião, o foco da discussão foram as bacias do Ribeirão Taquaruçu, responsáveis por cerca de 70% do abastecimento de água da cidade. A grande preocupação situa-se na possibilidade de que suas águas estejam poluídas por agrotóxicos, uma vez que a área onde estão localizadas as nascentes e as margens do ribeirão estão sendo desmatadas para o plantio de soja, cultura que demanda grande quantidade de defensivos agrícolas.

Em sua fala, Ir. Maria Eugênia destacou a importância das nascentes para a população e leu uma carta enviada pela Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica) para o público da audiência.

“Viemos a público manifestar o nosso apoio às iniciativas de debate e mobilizações e às lideranças de movimentos, pastorais sociais e instituições de ensino da capital do estado do Tocantins que estão empenhados em proteger as nascentes do Ribeirão Taquaruçu Grande contra a devastação e poluição que a monocultura de soja está provocando nesta região.

Afirmamos que se faz necessária a imediata paralisação do uso de agrotóxicos na proximidade das nascentes uma vez que nossa Constituição Federal de 1988 garante-nos, de acordo com o artigo 225, que todos temos direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado para o uso do povo, sendo, portanto, essencial à qualidade de vida. Então, é por isso que o poder público tem o dever de preservá-lo para o futuro das gerações”.

Na audiência os parlamentares demonstraram preocupação com o desmatamento e a possibilidade de contaminação do solo e das águas do Ribeirão. Mas nenhuma solução imediata foi determinada ainda.

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