Hoje é Dia Mundial da Conscientização do Autismo: todos contra o preconceito e a favor do respeito às diferenças!

Hoje é Dia Mundial da Conscientização do Autismo: todos contra o preconceito e a favor do respeito às diferenças!

Hoje é Dia Mundial da Conscientização do Autismo: todos contra o preconceito e a favor do respeito às diferenças!

Grande parte das pessoas já ouviu falar em autismo e, normalmente, associam o transtorno à cena de uma criança ou pessoa isolada num canto balançando o corpo e olhando fixamente para as mãos. Ou mesmo utilizam o termo de forma muito equivocada e até maldosa, como sinônimo de retardo mental, preguiça ou com intenção de ofender.

Pela falta de conhecimento e de abordagem, o tema é rodeado de estereótipos, que são capazes de deixar marcas e estigmatizar quem tem essa condição de vida.

Portanto, desde 2007, o dia 2 de abril é lembrado como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, data que surgiu como forma de ressaltar à população sobre a importância de refletir e saber mais sobre transtorno, compreendendo suas características e diferenças.

Segundo dados divulgado Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, há 1 caso de autismo para cada 100 pessoas, um número bastante significativo. No Brasil, estima-se que pelo menos dois milhões de habitantes possuam o diagnóstico (ou seja, sem contar aqueles que nunca foram diagnosticados por um especialista).

Mas, afinal, o que é o autismo?

Segundo o Instituto de Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil (Pensi), o autismo, ou melhor, o Transtorno do Espectro Autista (TEA), como é clinicamente conhecido, é uma condição que apresenta um grupo de desordens complexas em relação ao desenvolvimento do cérebro, que se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e por comportamentos repetitivos.

Complementando a informação, para os autores do livro ‘Mundo singular: Entenda o Autismo’ (Ana Beatriz Barbosa Silva, Mayra Bonifacio Gaiato e Leandro Thadeu Reveles), pode-se dizer que o autismo é uma dificuldade social, da comunicação e comportamental. Segundo a obra, “a principal área prejudicada é a da habilidade social. A dificuldade de interpretar os sinais sociais e as intenções dos outros impede que as pessoas com autismo percebam corretamente algumas situações no ambiente em que vivem. A segunda área comprometida é a da comunicação verbal e não verbal. A terceira é a das inadequações comportamentais. Crianças com autismo apresentam repertório de interesses e atividades restritos e repetitivos, têm dificuldade de lidar com o inesperado e demonstram pouca flexibilidade para mudar as rotinas”.

Ainda, de acordo com o Pensi, “às vezes, as pessoas com autismo têm problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais, e podem apresentar outras condições como síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia (dificuldades motoras). Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão”.

Os sintomas costumam aparecer antes dos 3 anos de idade, sendo possível o diagnóstico já por volta dos 18 meses do bebê. O diagnóstico clínico é realizado através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis, sendo que o TEA pode ser classificado conforme o grau de dependência ou necessidade de suporte do paciente, podendo ser considerado leve, moderado e severo. No entanto, só quem pode determinar este grau é o médico neurologista.

Por tudo que foi dito, de acordo com a Terapeuta Ocupacional do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes, Renata Vieira, o desconhecimento acerca do autismo fez com que as pessoas não compreendessem certos comportamentos e atitudes dos indivíduos autistas, especialmente os de grau leve (sem deficiência intelectual ou déficit de linguagem), chegando muitas vezes a taxá-los de antissociais, metidos, tímidos, ingênuos, cheios de frescuras, entre outros.

“Alterações na linguagem, na interação social e nos comportamentos vão ficando mais perceptíveis quando a criança não atinge o desenvolvimento esperado para aquela faixa etária em que se encontra. Atualmente, com o avanço dos estudos, já é possível observar sinais de risco de autismo em bebês a partir de 6 meses, o que já serve como sinal de alerta para uma possível intervenção precoce’, explica.

O autismo não é uma sentença para uma vida ruim

Algumas pessoas com TEA podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde a escola até aprender atividades diárias, como, por exemplo, tomar banho, escovar os dentes ou preparar a própria refeição. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

Falando nisso, a terapeuta ocupacional Renata Vieira explica que o ambiente escolar é muito importante para o desenvolvimento da criança com autismo, pois nesse ambiente ela é preparada para viver em sociedade. “Quando a escola recebe uma criança com autismo, deve se tornar um espaço de inclusão, com a elaboração de um plano de ensino que atinja e respeite a capacidade de cada aluno, com propostas de atividades diversificadas que considerem o conhecimento de todos, bem como formação mais adequada dos profissionais”, destaca.

Em todo caso, mesmo sendo o autismo uma condição permanente, assim como qualquer ser humano, cada pessoa com autismo é única e todas merecem respeito. O autismo não é uma doença. Assim como temos diferentes fisionomias, tamanhos e tons de pele, também há diversas forma de pensar e ser. Portanto, respeite as diferenças!

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