Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, data de combate ao preconceito

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, data de combate ao preconceito

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, data de combate ao preconceito

Vista como um aglomerado de sintomas e sinais clínicos, o que não caracteriza uma doença, a Síndrome de Down foi descrita pela primeira vez em 1862, pelo médico inglês John Langdon Down, e estima-se que, para cada 700 nascimentos, um bebê nasça com a síndrome.

E hoje, 21 de março, celebramos o Dia Internacional da Síndrome de Down, que, segundo Patrícia Gouveia, psicóloga do Centro de Reabilitação Nossa Senhora de Lourdes (CRNSL), tem por finalidade dar visibilidade ao tema, combatendo o preconceito que muitas pessoas ainda reproduzem por falta de informação.

“A data existe para conscientizar as pessoas sobre a importância da luta pelos direitos iguais e a inclusão das pessoas com Down na sociedade, além de trazer informações corretas para combater  o ‘mito’ que  transforma uma diferença em um rótulo, num mundo cada vez mais sem sensibilidade para o diferente”, explica.

Características comuns

Dentre os traços comuns a pessoas com a síndrome de Down, podemos destacar os olhos amendoados, a face achatada, o pescoço e os dedos das mãos curtos, a prega transversal única nas palmas, a língua protusa e a menor força muscular.

Há também uma maior incidência de certas doenças, tais como problemas cardíacos e respiratórios, alterações auditivas, de visão e ortopédicas. Outra característica frequente é o ritmo particular de aprendizagem de algumas tarefas da vida diária, acadêmica e de raciocínio, pois apresentam déficit intelectual de nível leve a moderado.

Dificuldades podem melhorar com o estímulo correto

A notícia de que uma criança nasceu com Down causa enorme impacto na família, contudo os problemas associados à síndrome podem ser tratados e elas devem ser estimuladas desde o nascimento, com assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais.

Desde a sua fundação, o CRNSL já atendeu mais de 100 crianças diagnosticadas com a síndrome com o objetivo de habilitá-las para a participação e o convívio social.

De acordo com o fisioterapeuta Calimerio Neto, os pacientes encaminhados passam por uma avaliação com profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia para tratamento de forma integrada.

“Após essa avaliação multiespecializada, os terapeutas discutem entre si o melhor método de atendimento para cada paciente, que pode ser com todos os serviços em conjunto, separadamente ou em forma de co-terapia”, conta.

Superando o preconceito

Por fim, o mais importante que você precisa saber, neste dia muito especial, é que pessoas com Down têm muito mais em comum com o resto da população que diferenças e podem alcançar o bom progresso de suas capacidades pessoais, obtendo cada vez mais realização e autonomia. Elas são capazes de sentir, amar, aprender, se divertir, estudar, trabalhar, entre muitas outras coisas, e devem ser olhadas pelo potencial que podem desenvolver. Esse olhar pode mudar a vida de uma pessoa com Down!

Inclusive, nesta semana, Débora Seabra (foto), a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, deu uma grande lição contra o preconceito à desembargadora Marília Castro Neves, aquela mesma que compartilhou, sem checar, informações falsas sobre a vereadora Marielle Franco, assassinada na última quarta-feira, 14.

No post, a desembargadora questionava, com enorme insensibilidade, como pessoas com Down podem ensinar algo: “Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?”.

Ao que Débora Seabra, a professora em questão, não se calou e rebateu: “Ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais”. E finaliza: “Quem discrimina é criminoso”.

[Veja aqui o post completo]

Uma baita lição, não? Por isso, àqueles com a língua ferina da ignorância e da falta de amor, lembramos: doente é o seu preconceito!

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